Somente não olhe em meus olhos hoje.
A garota levanta, mas não desperta.
Se olha no espelho, mas não se reconhece.
Não se encontra em nenhum vão do rosto pálido e sombrio refletido no vidro.
Hoje nenhum beco escuro quis escondê-la.
Ela então vai conviver sem saber quem vive.
Nenhuma alma será capaz de alcançar um olho sem olhar.
Portanto não tente.
E nem suponha-se seguí-la.
Quantas almas mortas em corpos vivos!
E eu cá me aborrecendo por uma alma viva que não merece este corpo morto.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Uma igualdade superior.
"As moças, desde bebês, já tinham plantadas em suas mentes que uma boa moça, e futuramente boa mulher, nunca poderia contestar a ordem de seu tão honorável e querido pai e muito menos do Sr. seu marido; que moça que sabia demais não casava (por isso a maior parte das mocinhas eram analfabetas); que tinham que ser prendadas (aprendiam simplesmente algo como bordar, tocar piano e outros desses afazeres domésticos, extremamente entediantes) logo, assim, passavam suas vidas num estado deplorável de tão medíocre, no qual ser fútil, ignorante, submissa e sem personalidade era a descrição da mulher ideal."
- Concurso de redações 'Igualdade entre gêneros', 2005.
Em parte. Concordo com a argumentação da parte dita que mocinhas analfabetas que eram medíocres, fúteis, ignorantes e submissas era a descrição de mulher ideal. Ok, mas alguém avisa pra essa escritora que "se rebelaram (rebelar) com toda razão contra esses costumes tão retrógrados" não vai mudar toda essa ideia implatada desde o sempre? Se durante toda a história da humanidade, todas as pessoas cresceram e elaboraram suas opiniões baseadas em que homem é chefe, mulher é somente mulher. Homem é comandante, tem força física, força emocional suficiente para dizer que homem não chora (e força suficiente para esperar até encontrar um lugar reservado para chorar sozinho e escondido), e tudo mais, e que mulher é somente mulher; as pessoas não vão mudar seus pensamentos de um dia para o outro somente porque as mulheres decidiram parar de bordar (não precisava) e sair para as ruas querendo usar suas delicadas mãos femininas (que são) para rebocar cimento, dirigir caminhões e viver a vida batendo de frente com os brutamontes (brutamontes em sentido de força física) dos homens. Hey girls, acordem! Homem e Mulher, Mulher e Homem, como preferirem, são iguais na inteligência, persuação e etc etc. MAS NÃO NA FORÇA FÍSICA! Não me vem com esse blablablá, de que mulheres podem fazer tudo que os homens fazem, porque não podem, simplesmente não podem.
Tudo tem um equilíbrio, e as mulheres que querem seu lugar na sociedade tão urgentemente precisando desse equilíbrio. Dizem que as mulheres precisam de auto-estima para se igualarem aos homens. Mas na verdade o que estão tendo é uma falsa auto-estima, tratando os homens cada vez mais como seres inferiores à elas. Querem lutar frente a frente à eles. Algumas até acham que se eles lhe abrirem a porta do carro e pedir para carregar as sacolas que estão em suas delicadas mãos femininas, é sinal de que eles são machistas. Perderam totalmente o equilíbrio e o senso para diferenciar machismo e uma forma de carinho. Depois reclamam que homem ou já é casado (com alguma madame que aceitou os galanteios dele) ou é gay (o gay foi mais esperto que você, querida) ou são pobres (estão preocupadas com o dinheiro agora? Por quê? Vão trabalhar e ganhar mais do que ele, sustente-o. Não é isso que querem?). Pois é, depois reclamam que a maioria dos homens ultimamente têm até medo da maioria das mulheres (agora tão independentes. Será? Independentes emocionais e de carinho também? Ainda precisam deles ou sobrevivem em um mundo só de mulheres? ["Qual a razão do aumento da venda de vibradores nas lojas de sexshop?" -Yahoo Respostas-] É, pois é!
Ponho em vista que não sou contra a igualdade de gêneros e sim da forma como a maioria das mulheres buscam essa igualdade, sem perceber que a forma em que estão usando não vão conseguir uma igualdade e sim uma superioridade. E quanto a igualdade, deixo para um próximo texto.
E sim, estava revoltada.
E não, tocar piano não é entediante querida autora do texto citado. ;*
- Concurso de redações 'Igualdade entre gêneros', 2005.
Em parte. Concordo com a argumentação da parte dita que mocinhas analfabetas que eram medíocres, fúteis, ignorantes e submissas era a descrição de mulher ideal. Ok, mas alguém avisa pra essa escritora que "se rebelaram (rebelar) com toda razão contra esses costumes tão retrógrados" não vai mudar toda essa ideia implatada desde o sempre? Se durante toda a história da humanidade, todas as pessoas cresceram e elaboraram suas opiniões baseadas em que homem é chefe, mulher é somente mulher. Homem é comandante, tem força física, força emocional suficiente para dizer que homem não chora (e força suficiente para esperar até encontrar um lugar reservado para chorar sozinho e escondido), e tudo mais, e que mulher é somente mulher; as pessoas não vão mudar seus pensamentos de um dia para o outro somente porque as mulheres decidiram parar de bordar (não precisava) e sair para as ruas querendo usar suas delicadas mãos femininas (que são) para rebocar cimento, dirigir caminhões e viver a vida batendo de frente com os brutamontes (brutamontes em sentido de força física) dos homens. Hey girls, acordem! Homem e Mulher, Mulher e Homem, como preferirem, são iguais na inteligência, persuação e etc etc. MAS NÃO NA FORÇA FÍSICA! Não me vem com esse blablablá, de que mulheres podem fazer tudo que os homens fazem, porque não podem, simplesmente não podem.
Tudo tem um equilíbrio, e as mulheres que querem seu lugar na sociedade tão urgentemente precisando desse equilíbrio. Dizem que as mulheres precisam de auto-estima para se igualarem aos homens. Mas na verdade o que estão tendo é uma falsa auto-estima, tratando os homens cada vez mais como seres inferiores à elas. Querem lutar frente a frente à eles. Algumas até acham que se eles lhe abrirem a porta do carro e pedir para carregar as sacolas que estão em suas delicadas mãos femininas, é sinal de que eles são machistas. Perderam totalmente o equilíbrio e o senso para diferenciar machismo e uma forma de carinho. Depois reclamam que homem ou já é casado (com alguma madame que aceitou os galanteios dele) ou é gay (o gay foi mais esperto que você, querida) ou são pobres (estão preocupadas com o dinheiro agora? Por quê? Vão trabalhar e ganhar mais do que ele, sustente-o. Não é isso que querem?). Pois é, depois reclamam que a maioria dos homens ultimamente têm até medo da maioria das mulheres (agora tão independentes. Será? Independentes emocionais e de carinho também? Ainda precisam deles ou sobrevivem em um mundo só de mulheres? ["Qual a razão do aumento da venda de vibradores nas lojas de sexshop?" -Yahoo Respostas-] É, pois é!
Ponho em vista que não sou contra a igualdade de gêneros e sim da forma como a maioria das mulheres buscam essa igualdade, sem perceber que a forma em que estão usando não vão conseguir uma igualdade e sim uma superioridade. E quanto a igualdade, deixo para um próximo texto.
E sim, estava revoltada.
E não, tocar piano não é entediante querida autora do texto citado. ;*
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Solução Imediata
Hoje me peguei fazendo algo diferente: ao invés de discutir atualidades com minhas colegas de estudo, ou procurar as notícias em sites confiáveis, eu liguei a televisão no famoso horário das oito, sentei no sofá de casa com caneta e papel em mãos. Eu já sabia que precisaria deles, e realmente, precisei anotar tudo que me chamava atenção. E teve algo que me chamou ainda mais a atenção e me fez refletir, portanto, aqui vou eu.
A reportagem mostrava vários pesquisadores (IBGE) batendo de porta em porta, pesquisando sobre a vida da população. O objetivo? Analisar o que falta à população, para ter uma média do que melhorar. O resultado? Inúmeras pessoas trancadas dentro de suas casas, fingindo não estarem para não atender "esse povo chato, cheio de pergunta. Bater na nossa porta pra nos dar dinheiro, ninguém vem!" Sim, provavelmente é esse o pensamento da grande maioria dos brasileiros. Volto a perguntar: Qual o objetivo da pesquisa? Saber os problemas para poder solucioná-los. Bem, não sei se essa solução irá realmente acontecer, não quero ser pseudo-moralista. O ponto não é defender as instituições, nem a população, nem ninguém. O ponto é outro.
O ponto é que instituições podem ajudar a sociedade de forma gradativa. Mas a população só quer, vê e dá valor para soluções imediatas. Não querem estudar, querem saber. Não querem trabalhar, querem dinheiro. Não querem amigos, querem válvulas de escape. Não querem políticos, querem salvadores. Conceitos errados e não pensados. Não querem progresso, querem resultado já!
Hey brasileiros: Instituições são seus representantes, e não seus pais ou donos. Muito menos são divinos. Não esperem deles algum milagre pirilim-pimpim.
Como eu dizia, não sei se quando a pesquisa estiver terminada, vão analisá-la para melhorar algo ou apenas jogar o resultado no lixo. O que interessa, é que estão na porta da sua casa, fazendo a primeira parte do trabalho deles; e que você está se trancando e não está fazendo a sua parte do trabalho. Então não reclame pela falta de melhora, porra! Não vão bater na porta da sua casa te dando dinheiro, eles não são Papai Noel, mocinho de Hollywood ou qualquer outro herói. Repense sobre seus heróis.
Os brasileiros protestam sem conhecer qual é seu argumento. Protestam por achar bonito, por achar que isso é fazer sua parte. Quando realmente podem fazer, não fazem. Não há interesse sobre o que seus representantes dizem e fazem em seu nome, em nome do Brasil. Não, o legal é protestar. É mais cômodo, não é? Pois eu digo: O problema está em ti, e não só neles! Não os idealize, eles não vão salvar sua vida! Cale a boca se não sabe sobre o que está protestando.
Você não vai salvar o mundo, se o seu próprio mundo está jogado por ti mesmo, nas mãos de estranhos que você acredita poder salvar esse seu mundinho. Salve sua própria vida sozinho, antes de querer que alguém a salve, enquanto você tenta mudar o mundo.
Ps: Eu sei que falar isso não vai atingir e mudar o “pensamento” do Brasil. Não se preocupe, não estou me iludindo e idolatrando ninguém, é apenas um mero desabafo. Diga apenas “amém”!
A reportagem mostrava vários pesquisadores (IBGE) batendo de porta em porta, pesquisando sobre a vida da população. O objetivo? Analisar o que falta à população, para ter uma média do que melhorar. O resultado? Inúmeras pessoas trancadas dentro de suas casas, fingindo não estarem para não atender "esse povo chato, cheio de pergunta. Bater na nossa porta pra nos dar dinheiro, ninguém vem!" Sim, provavelmente é esse o pensamento da grande maioria dos brasileiros. Volto a perguntar: Qual o objetivo da pesquisa? Saber os problemas para poder solucioná-los. Bem, não sei se essa solução irá realmente acontecer, não quero ser pseudo-moralista. O ponto não é defender as instituições, nem a população, nem ninguém. O ponto é outro.
O ponto é que instituições podem ajudar a sociedade de forma gradativa. Mas a população só quer, vê e dá valor para soluções imediatas. Não querem estudar, querem saber. Não querem trabalhar, querem dinheiro. Não querem amigos, querem válvulas de escape. Não querem políticos, querem salvadores. Conceitos errados e não pensados. Não querem progresso, querem resultado já!
Hey brasileiros: Instituições são seus representantes, e não seus pais ou donos. Muito menos são divinos. Não esperem deles algum milagre pirilim-pimpim.
Como eu dizia, não sei se quando a pesquisa estiver terminada, vão analisá-la para melhorar algo ou apenas jogar o resultado no lixo. O que interessa, é que estão na porta da sua casa, fazendo a primeira parte do trabalho deles; e que você está se trancando e não está fazendo a sua parte do trabalho. Então não reclame pela falta de melhora, porra! Não vão bater na porta da sua casa te dando dinheiro, eles não são Papai Noel, mocinho de Hollywood ou qualquer outro herói. Repense sobre seus heróis.
Os brasileiros protestam sem conhecer qual é seu argumento. Protestam por achar bonito, por achar que isso é fazer sua parte. Quando realmente podem fazer, não fazem. Não há interesse sobre o que seus representantes dizem e fazem em seu nome, em nome do Brasil. Não, o legal é protestar. É mais cômodo, não é? Pois eu digo: O problema está em ti, e não só neles! Não os idealize, eles não vão salvar sua vida! Cale a boca se não sabe sobre o que está protestando.
Você não vai salvar o mundo, se o seu próprio mundo está jogado por ti mesmo, nas mãos de estranhos que você acredita poder salvar esse seu mundinho. Salve sua própria vida sozinho, antes de querer que alguém a salve, enquanto você tenta mudar o mundo.
Ps: Eu sei que falar isso não vai atingir e mudar o “pensamento” do Brasil. Não se preocupe, não estou me iludindo e idolatrando ninguém, é apenas um mero desabafo. Diga apenas “amém”!
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