Sempre tive muito carinho por ele. Lembro-me de quando meu pai me avisou que ele estava com câncer e teria que fazer tratamento. Era 2006. Foi inesperado. Como meu avô poderia estar com câncer? Ele não poderia morrer, era meu avô. Aquele que sempre brincou comigo, nunca me negou nada e me contava histórias dele, da família, até dos gatinhos, seus animais de estimação.
Eu sempre acreditei que ele iria se curar, que não era seu momento de partir. Cada mês que passava, ele piorava, mais dor ele sentia, mais remédio ele tomava, e mais esperança de que ele não morreria, crescia dentro de mim.
Lágrimas escorreram dos meus olhos numa cena inesquecível. Meu pai trazendo meu avô no colo, para colocar na ambulância. Meu avô já estava pele e osso, tão magro, tão frágil e tão dependente.
Nunca esquecerei dos dias em que ele estava em repouso, e eu ficava sentada ao seu lado, conversando, distraindo-o; só nós dois e Deus, que nunca me fez desacreditar que o tumor sumiria de meu avô.
Mas a doença foi se agravando cada vez mais e na primeira semana de 2007, ele foi internado.
Assumo, que minha esperança, às vezes, me abandonava, como se até ela fosse incapaz de acreditar na cura.
Não podia, eu não queria. Mas no dia dez de janeiro de 2007, às vinte horas, recebi a notícia de que minha esperança tinha realmente me abandonado. Meu avô partiu, me deixando na saudade, tristeza, desconsolo. A partir daquele momento eu só poderia tê-lo em coração e em memória.
E foi abraçada com meu pai, chorando como jamais tive motivo para chorar, que eu vi fecharem o caixão. E nunca mais pude ver o rosto do homem que tanto me orgulhou, que eu admirava e amava.
Amo. Mesmo ele não estando mais aqui.
Emiliano Ernandes e tudo que ele viveu, que eu presenciei, ficará guardado para sempre na minha memória.
Porque “o amor é como o vento, não posso ver, mas posso senti-lo”
Escrito em maio de 2007; história real.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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